TDAH e Dislexia: As grandes vilãs da educação infantil

O TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) atrapalha as crianças.

Enquanto o TDAH afeta na atenção, a Dislexia afeta a leitura; é importante fazer o diagnóstico certo o quanto antes, para tratar. É muito comum rotularmos crianças com dificuldades de aprendizado como “burras”. Porém, ir mal na escola ou ter dificuldades no aprendizado não significa que uma criança não tenha inteligência. Ela pode ser portadora de TDAH. A falta de concentração no estudo pode ser originada de dentro do cérebro, por um problema na comunicação entre os neurônios cerebrais.

Esta dificuldade de concentração é um problema bem conhecido da medicina e tem nome: é o chamado Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Existe tratamento:

Mas a boa notícia é que esse problema tem tratamento, basta a medicação apropriada e controlada diariamente. O transtorno TDAH foi tema do programa Bem Estar, que teve a participação dos psiquiatras Daniel Barros e Ana Escobar e da fonoaudióloga Adriana Pizzo Gabanini, que é especialista em Dislexia, um outro distúrbio neural que também causa problemas na hora de ler.

Os dois problemas, o TDAH e a Dislexia, têm em comum a sua origem neurológica. São transtornos formados por um mau funcionamento dos circuitos cerebrais e, além disso, ambos, se não forem tratados, podem acabar levando seu paciente à ansiedade e também à depressão. Porém, estes distúrbios também têm muitas diferenças.

O TDAH atrapalha de maneira mais ampla a vida dos portadores, que passam a não conseguirem mais manter o ter foco nas atividades mais rotineiras. Já a Dislexia é somente um transtorno de aprendizado, em que o paciente não consegue ligar os sons às respectivas letras.

O diagnóstico:

Atualmente, já é possível se diagnosticar o TDAH a partir dos 3 anos de idade, porém ele se manifesta de várias maneiras ao longo da infância. A criança com TDAH não consegue se concentrar em nada, nem mesmo na hora de sentar para assistir TV, diferente de um menino agitado, mas que, quando quer, concentra seu foco em uma única atividade.

Um estudo bem recente mostrou que o diagnóstico do TDAH necessita de ser mais bem feito. De quinhentas pessoas que haviam recebido um diagnóstico de TDAH, apenas vinte e três por cento eram portadoras. Já por outro lado, das crianças que deveriam realmente ter sido diagnosticadas, 58,4% nunca haviam sido identificadas com o transtorno.

O medicamento usado para controlar o TDAH é o metilfenidato. Ele é considerado eficaz e seguro, mesmo quando utilizado nas crianças, porém é um medicamento de tarja preta, ou seja, sua venda é controlada. O medicamento deve ser utilizado de forma ininterrupta, pela vida toda, pois ele controla o transtorno, mas não o cura.

Já no caso da Dislexia existe uma situação um pouco diferente.

O diagnóstico geralmente vem mais tarde, quando a criança está entrando na fase de alfabetização. A Dislexia não tem remédio, porém pode ser amenizada com treinamentos específicos. Normalmente o tratamento dura entre 2 e 5 anos.

O tratamento ajuda o paciente a relacionar formas e sons de maneira correta, amenizando o problema. Porém, segundo os médicos especialistas no assunto, a Dislexia não tem cura. O tratamento só ensina o paciente a conviver com o problema e superar suas próprias limitações.

Tanto o TDAH quanto a Dislexia, ambos possuem um diagnóstico difícil. Antes de se afirmar que a criança realmente possui o TDAH ou a Dislexia, é muito importante descartar os problemas auditivos e visuais e os problemas relacionados a lesões cerebrais e outras doenças psiquiátricas, como a ansiedade.

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